Bem, quem pode conhecer um “eu do sou”, sabe que escritos são mudanças. Não sou comum, mas incomum não é uma palavra no meu dicionário. "Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira." (Carlos Drummond de Andrade)
terça-feira, novembro 24, 2009
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Fernando Pessoa
terça-feira, novembro 17, 2009
Partilhar, raridade. Encontrar pessoas que estejam com disponibilidade sentimental e mental para amar é algo raro. De fato.
Ser egocêntrico não é mas tido como algo ruim. Ser individual em um meio coletivo virou mantra. Namorar está fora de “modinha”.
Necessitando do “eu” em foco, mostram-se cada dia mais pessoas vazias.
O crescimento em parceria está fora de cogitação. Acredito muito em lealdade.
Fidelidade parte de vários campos de visão. O que para muitos é algo comum, para outros é subversão de valores. É muito arriscado amar, Mas quem não atrevesse ao desconhecido, tempestivo, oscilante, prazeroso, singular, admirável e amplo, atrevesse a não viver nada disso.
O medo de não ter um final feliz, pode ser o descuido do ser feliz.
Aprendemos muito quando terminamos um relacionamento, com esse ou aquele final.
Nada é jogado fora.
Um dia você vai descobrir que a briga no café da manhã, te ajudou a ter mais paciência com o mau humor matinal, de algumas pessoas.
A impaciência na fila do caixa, te fez usar aqueles minutos para conversar sobre coisas bobas.
A bagunça na mala de viagem fez você mais ágil, na hora de procurar coisas na bolsa.
A demora para ficar arrumada, te dar mais tempo para ler o jornal, folhear a revista nova, comentar do sapato que você comprou.
Aprendemos que pequenos detalhes e lembranças, fazem alguém verdadeiramente feliz.
Vamos sentir falta de algo, alguém, lugar, coisas, mas vamos ganhar novas coisas, novos momentos, experiências...
Essa história de 100% completa, não existe.
Não quero dizer com isso que temos que nos contentar com pouco, de forma alguma.
Temos que saber das limitações dos outros. Não devemos esperar nada de ninguém.
Devemos buscar o que esperemos de nós. Não devemos jogar nossas vontades e frustrações, na cota de cobrança ou culpa dos outros.
Somos diferentes.
Não obrigue ninguém a ser como você, já é um bom começo.
O resto, só o tempo te fará adaptações ou mudanças necessárias para uma vida a dois.
E não faça da solidão um hábito.
Cecília Tavares
17/11/2009.
sexta-feira, novembro 06, 2009
segunda-feira, novembro 02, 2009
Hoje, finados. Dia triste para muitos. Data de reviver momentos com os que já partiram.
Somos feitos de lembranças e projeções, quando algo finda esse ou aquele momento, lamentamos, choramos e nos vemos sem muita consolação e animo.
Só que não podemos apenas lamentar, estamos vivos e isso já demonstra que as esperanças de novos momentos bons podem acontecer com os que aqui ficaram.
Um ritual, que repetisse todos os anos é visto nos cantos remotos e zonas urbanas do nosso país. Familiares carregando flores, velas, objetos de promessas, perfumes, cartas, desenhos, membros de cera, de tudo tem um pouco. E dentro de cada um, lágrimas. Dor que o tempo não apaga, mas ajuda a apaziguar. Acredito no cultivo diário do nosso amor, mas não credito méritos aos que “pós perda” fazem juramentos, promessas e infinitas ações desnecessárias pelos que já partiram. O que podemos fazer por alguém que não tem mais vida? Quando amamos verdadeiramente, demonstramos para essas pessoas enquanto entre nós estão. Não tenho medo da morte, tenho medo do que deixei de fazer em vida. Lamento todas as minhas perdas. Mas não lamento todos os erros.
Escrevo muito sobre o amor, e nele acredito veemente. Hoje, resolvi não falar de amor amante, apaixonado, mas de amor fraterno. O amor fraterno é um amor
Próprio de irmãos. Não é discurso evangélico, ou coisa do gênero. Não.
Em minha pequena estrada percorrida, tive diversas provas que não podemos vencer nada sozinhos. Então, antes que o infortúnio da perda encontre os nossos caminhos, vamos amar sempre. Demonstrar sempre. E acima de qualquer coisa, devemos fazer tudo que possamos pelos que de alguma forma nos emociona. Seja qual for à maneira pela qual essa emoção chega dentro do nosso ser.
Cecília Tavares
02/11/2009
21h00min
quarta-feira, outubro 28, 2009
Carta para uma alma
Até que estejamos sozinhos, não sabemos o que é perder alguém.
Falamos alto, mas ninguém reclama.
Deixamos roupas largadas no quarto, mas ninguém dobra e coloca na cama.
Bebemos taças e mais taças de vinho... Ligamos sempre para a pessoa errada.
Compramos flores para casa, mas ninguém repara.
Cortamos o cabelo, mudamos as cores das paredes, o estilo do jeans,
Ninguém compara.
Saímos para os bares, bebemos com os amigos mais loucos,
Dividimos a conta com a mulher errada.
É... Nada está como antes.
Ninguém se abala.
Tocando a velha musica na sala...
Nada...
Ninguém te olha e diz:
Essa é nossa!Nossa história musicada.
Não!Paredes não sabem se é Chico ou Vinicius.
Existe um vazio enorme nos cômodos da casa.
A cozinha cheira a almoço da semana passada... Aquela comida sem graça que você comprou.
O banheiro não tem a escova ao lado da sua.
Só aquele anti-séptico bucal que já está no final Com sabor de menta que ela sempre usou...
O boxe está fechado, como nunca esteve antes.
Sua cama não tem dobras no lençol, está sempre arrumada.
O travesseiro Não tem Calor,
Ou o perfume da mulher amada.
O seu computador do trabalho mudou de pano de fundo.
Existe no lugar da foto do primeiro encontro, o batizado da sua sobrinha.
O armário só tem comida enlatada... Você não sabe cozinhar, ela era a chefe de cozinha.
Os telefones de fast-food são agora os mais discados no seu telefone.
Seu porteiro não anuncia mais chegadas.
O telefone só toca se for sua mãe ligando ou a telefonista para saber se você vai à consulta marcada.
Seus vizinhos não agüentam mais ouvir o Chico.
O “eu te amo” é a musica arranhada.
Depois de um tempo, de muitos choros você não acredita em nada.
Brinca de cultivar pedras geladas no quintal da alma.
Então... Na hora exata,
No dia mais quente do ano,
Em uma calçada esburacada...
Um novo encontro.
Na esquina da Soledade com a Boa vista... Ela.
Não era a pessoa mais linda, como nos filmes românticos...
Mas era alguém especial, alguém que te fez respirar poluição e sentir aroma do campo,
Alguém que te olhou tão profundamente que você sentiu até espanto...
Alguém que você gostaria de reencontrar em outro lugar para um novo encontro.
Não sei se você está recuperada, mas não se feche para os sonhos.
Caminhe devagar, faça planos e chore sempre que precisar.
Eu te amo.
Cecília Tavares
17h50min
28/10/2009.
terça-feira, outubro 27, 2009
"A vida é a arte do encontro,
Embora haja tantos “desencontros pela vida.”
(Vinícius de Moraes)
Nossa história nunca está como gostaríamos de escrever, afinal, não escrevemos sozinhos.
Não estudamos só o que gostamos, não comemos só o que queremos,
Não falamos apenas com quem nos escuta. Não criamos sozinhos o mundo em que vivemos. Temos necessidades não saciadas, amores não correspondidos, vidas agitadas,
Poucos momentos de paz.
Temos angustias, medos, ausências, permanências, ações.
Encontros e despedidas.
Nunca foi tão freqüente a necessidade de muitas pessoas procurarem terapias alternativas, vidas paralelas, mundos irreais.
Os consultórios estão cheios de vidas vazias. Casamentos que não existem mais, filhos que não sabem respeitar os pais, meninas que são mães com idade de brincar de boneca, pião e tudo mais. Droga licita e ilícita devastando os lares. Tratamentos que não são oferecidos como deveriam, camadas sociais extintas pelo capitalismo desenfreado, a fome que mata sem piedade, a vida que não vemos apenas nos jornais, mas em cada esquina que passamos, em cada sinal que paramos, nos becos, nas entranhas expostas ao sol e cimento. Não podemos mascarar a realidade. Não existe espaço para esse falso buraco que cavamos ao logo dos anos. Não consigo ser indiferente aos que sofrem, aqueles que não são vistos, aos que não tem direito ao grito. Sempre que posso, grito com eles... Grito por eles. Ajudar ao semelhante não é virtude, é uma tarefa que desempenhamos com a maturidade dos sentimentos. Esse semelhante pode estar próximo ou distante, não devemos fazer diferenças. Quem disse que viver é fácil?
Os problemas muitas vezes estão ao nosso lado, vivendo conosco, dormindo em nossa cama, sentando a mesa. E simplesmente fechamos os olhos. É mais fácil fugir do que enfrentar os problemas de frente. Somos fracos na maioria das vezes. O preconceito que limita é o mesmo que desola vidas. Aos que recorrem aos tratamentos em consultórios ou simplesmente encontram na fé seja lá qual for o seu alicerce para viver, a única que coisa que não podemos esquecer é que um simples gesto muda uma realidade, vidas, espaços inteiros. Manter uma postura otimista, construtiva, diversificada e ampla é o caminho para um mundo mais digno, igualitário, humano e feliz. Ser feliz é um estado de comunhão interna. Encontrar os caminhos certos é por muitas vezes caminhar nos incertos e saber diferenciar valores.
Seja feliz hoje!
Caminhe hoje!
Viva o hoje!
Seja feliz por suas vitórias diárias.
Cecília Tavares.
13h43min
27/10/2009
sábado, outubro 24, 2009
Inspiração---corredores--Ana.
[Eu cantei,
Sorri,
Amei.
Tanto.]
Já me refiz.
Andei.
Sonhos...
Só não me repeti,
Refiz planos.
Quando te amei, e não amei somente a mim,
Foi puro engano.
Já não estava em mim.
Lutar já nasceu em mim,
Secretos enganos.
Amei demais, só por falta de um outro alguém...em mim.
[Cantei,
Sorri,
Amei.
Tanto.]
Me convenci dos teus “eus” estranhos...Foi por falta de alguém em mim...
Secretos enganos.
Você que desvendou a minha alma,
Fugiu com os sonhos,
Dilacerou os planos...
Você que me amou tanto,
Já me refiz,
Dos seus enganos.
[Nunca estivemos só,
Te dei meus “eus”
Somente meus...
Secretos enganos.]
cecília tavares
13:05
24/10/2009
sexta-feira, outubro 23, 2009
Nada Além
frejat
Você não quer ver nada além do seu umbigo
E eu quero ver o que há depois do perigo
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Ando pelas ruas cheirando a fumaça dos motores
Enquanto você fantasia suas dores de amores
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além do seu mundinho
E eu prefiro escrever meu próprio caminho
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Você sonha ser princesa em castelos fabulosos
Enquanto eu vago na cidade entre inocentes e criminosos
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Fique com os seus bonsais, seus haicais
Sua paz, suas flores, seu jardim de inverno
Se isso é céu
Eu prefiro meu inferno
Porque você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
frejat
Você não quer ver nada além do seu umbigo
E eu quero ver o que há depois do perigo
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Ando pelas ruas cheirando a fumaça dos motores
Enquanto você fantasia suas dores de amores
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além do seu mundinho
E eu prefiro escrever meu próprio caminho
Você acha que ninguém sofre mais do que você
Talvez porque não saiba ao certo o que é sofrer
Você sonha ser princesa em castelos fabulosos
Enquanto eu vago na cidade entre inocentes e criminosos
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Fique com os seus bonsais, seus haicais
Sua paz, suas flores, seu jardim de inverno
Se isso é céu
Eu prefiro meu inferno
Porque você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
Você não quer ver nada além
Que ninguém ensina nada a ninguém
segunda-feira, outubro 19, 2009
A alma é uma coleção de belos quadros adormecidos, os seus rostos envolvidos pela sombra. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora. Vez por outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz, ou uma maneira de olhar, ou um jeito da mão...) que, sem razões, faz a bela cena acordar. E somos possuídos pela certeza de que este rosto que os olhos contemplam é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra. O corpo estremece. Está apaixonado.
Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais.(...)Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...
Rubem Alves
Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais.(...)Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...
Rubem Alves
quarta-feira, outubro 14, 2009
O amor tem mil faces
"O amor possui algumas peculiaridades.Primeiro de tudo, ele procura ir sempre além das aparências, mesmo durante as manifestações afetivas, e captar todos os aspectos positivos do ser amado, sem se deixar deter pelos limites e defeitos do mesmo."
------------------------------------AMOR-----------------------------------
Confiar,colocar-se no lugar.
Com ele, indentificar-se.
Entrar em dimensão diferente.
...
Sem pressa, existe um ponto de chegada.
Sem esgotamento, existe um tempo.
Caráter próprio,
próprio comportamento.
Nunca será igual!
O dia de amanhã, nunca será o dia anterior a sua chegada,
partida ou entrada.
Transformação continua,
progressivamente...Nenhuma mudança repentina.
Mantendo a verdade, gratuidade, sexo, expectativas, lealdade,
fidelidade,conversa...Diferenças!
O amor não é só um sentimento, mas um ato de vontade com o qual decidimos
secretamente compactuar.
Cecília Tavares.
11:44am
14/09/2009
terça-feira, outubro 13, 2009

Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.
Carlos Drummond, não foi um homem de bom humor fácil, mas nessa frase ele teve a doçura de fazer da magia dos chocolates, um ponto em comum nos extremos da vida.
Ontem, foi o dia das crianças. Não sei mais o que é ganhar presentes já faz tempo... (risos).
Mesmo sendo mais uma data comercial, devemos observar por vários ângulos.
Estava na rua, voltando para casa, e pude observar que várias crianças cansadas, com sono, alegres, comendo, sorrindo, estavam ao meu redor. Os pais, tios, primos... Também. E uma coisa que essa data tem o poder de fazer, é trazer a família da criança para perto dela. Isso de um modo geral.
Existem pesquisas que mostram o papel da família brasileira na criação de um indivíduo, e na maioria das regiões, as referências das crianças e jovens, são pessoas que estão fora do ciclo familiar. Encontra na rua, o semelhante a ser seguido. E na maioria das vezes, é um mau exemplo.
Isso é uma questão social, moral...
Essa geração que estamos vendo crescer, não sabe muito bem o que é ser criança.
Culpa na maioria das vezes, dos pais.
Se eu tivesse um filho, teria passado o dia da criança em um lugar calmo, limpo, bonito, e o mais importante, teria plantado mais uma semente de amor.
Parabéns as crianças pequenas.
Parabéns as jovens crianças.
Parabéns as crianças grandes.
E um parabéns especial aos que nunca pensaram em perder o espírito da criança.
Cecília Tavares
13/09/2009
Ontem, foi o dia das crianças. Não sei mais o que é ganhar presentes já faz tempo... (risos).
Mesmo sendo mais uma data comercial, devemos observar por vários ângulos.
Estava na rua, voltando para casa, e pude observar que várias crianças cansadas, com sono, alegres, comendo, sorrindo, estavam ao meu redor. Os pais, tios, primos... Também. E uma coisa que essa data tem o poder de fazer, é trazer a família da criança para perto dela. Isso de um modo geral.
Existem pesquisas que mostram o papel da família brasileira na criação de um indivíduo, e na maioria das regiões, as referências das crianças e jovens, são pessoas que estão fora do ciclo familiar. Encontra na rua, o semelhante a ser seguido. E na maioria das vezes, é um mau exemplo.
Isso é uma questão social, moral...
Essa geração que estamos vendo crescer, não sabe muito bem o que é ser criança.
Culpa na maioria das vezes, dos pais.
Se eu tivesse um filho, teria passado o dia da criança em um lugar calmo, limpo, bonito, e o mais importante, teria plantado mais uma semente de amor.
Parabéns as crianças pequenas.
Parabéns as jovens crianças.
Parabéns as crianças grandes.
E um parabéns especial aos que nunca pensaram em perder o espírito da criança.
Cecília Tavares
13/09/2009
sexta-feira, outubro 09, 2009

Acontece
Composição: Cartola
Esquece o nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai chorar, vai sofrer, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que o meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não quero,
não devo fazê-lo,
Isso não acontece.
terça-feira, outubro 06, 2009
"Tenho cabeça, coração e me respeito. Acredito em sonhos, não em utopia.
Mas quando sonho, sonho alto.
Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje.
Amanhã já me reinventei.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina e vice-versa.
Me perco, me procuro e me acho.
E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.
Não me doo pela metade, não sou tua meio amiga, nem teu quase amor.
Ou sou tudo ou sou nada.
Sou boba, mas não sou burra.
Ingênua, mas não santa.
Sou pessoa de riso fácil e lágrimas também."
" Vou continuar. É exatamente da minha natureza, nunca me sentir ridicula.Eu me aventuro sempre!
Entro em todos os palcos. Há milhares de pessoas que não tem coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se. Preferem a mediocridade"
C.L.
Mas quando sonho, sonho alto.
Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje.
Amanhã já me reinventei.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina e vice-versa.
Me perco, me procuro e me acho.
E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.
Não me doo pela metade, não sou tua meio amiga, nem teu quase amor.
Ou sou tudo ou sou nada.
Sou boba, mas não sou burra.
Ingênua, mas não santa.
Sou pessoa de riso fácil e lágrimas também."
" Vou continuar. É exatamente da minha natureza, nunca me sentir ridicula.Eu me aventuro sempre!
Entro em todos os palcos. Há milhares de pessoas que não tem coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se. Preferem a mediocridade"
C.L.
segunda-feira, outubro 05, 2009
Escudos--- Compositora: Maria Gadú
Eu não tenho tempo pra falar teu nome
Eu não tenho nome pra você dizer
Meu café jamais vai matar sua fome
Nada que tu traga vai me apetecer
Sinistro parece que a gente se deu ao desfrute de nada
Tua tanga na manga do mágico falso
Tuas mãos na cartola teu corpo no palco
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
Não contei ainda teus escudos sujos
Sabe que eu te estudo sem me aproximar
O teu santo gringo me mostrou teu mundo
Vi que no escuro tu fica a chorar
Se Shiva me disse pra ter paciência
Te pego no beco do sino da crença
Te assusto com a ira da minha demência
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
...
Eu não tenho nome pra você dizer
Meu café jamais vai matar sua fome
Nada que tu traga vai me apetecer
Sinistro parece que a gente se deu ao desfrute de nada
Tua tanga na manga do mágico falso
Tuas mãos na cartola teu corpo no palco
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
Não contei ainda teus escudos sujos
Sabe que eu te estudo sem me aproximar
O teu santo gringo me mostrou teu mundo
Vi que no escuro tu fica a chorar
Se Shiva me disse pra ter paciência
Te pego no beco do sino da crença
Te assusto com a ira da minha demência
Traga pra cá tudo
Deixa o seu ser mudo me fazer falar
...
sábado, outubro 03, 2009

Amanhece.
Abro os olhos e vejo repousado ao meu lado um corpo de mulher.
Descoberta de suas vestes como um campo tornado deserto.
Desprotegida em sua nudez como as falésias devoradas pelas ondas.
Não consigo me lembrar de mais nada. Apenas de ter me cegado com o brilho das estrelas do céu, da sua boca.
Minhas mãos não conseguem se mover.
Se tocá-la, certamente descobrirei que tudo transcorreu no onírico.
Nos minutos sucedentes, meu tempo petrificou.
Quando a posição desconfortavelmente inerte começou a formigar meu corpo,
resolvi atestar a veracidade do oásis.
Minha sede começou a se tornar insaciável em meio aquele deserto de dunas acentuadas em curvas.
Ao mais calmo toque das minhas mãos, ela despertou.
Ficou espantada ao ver que tinha amanhecido.
Levantou-se e se vestiu apressada.
Antes de abrir a porta para até outro dia quem sabe, ela sorriu.
As estrelas estavam ofuscadas pelos raios de sol.
..
Logo após, retornei à órbita terrestre e saí do quarto com o coração mais leve..;
quinta-feira, outubro 01, 2009

Ontem, no programa do Jô, a cantora Simone esteve presente.
Grata foi à surpresa de ver que ela está com um novo trabalho.
Há tempos não faz uma “reunião” de boas melodias ainda inéditas. Apenas três, das doze musicas que compõe o Cd são regravações. Que fazem por merecer assim serem.
E a canção que é uma resposta para a já consagrada Proposta
De Roberto Carlos, que não vou fazer referência como rei. Não acredito que ele seja. É uma parceria de Simone e Hermínio Bello de Carvalho, que emocionou o simpático gordinho das madrugadas.
Para os que gostam de ouvir, sentir, imaginar e desfrutar de boas canções no campo da MPB fica a dica.
Grata foi à surpresa de ver que ela está com um novo trabalho.
Há tempos não faz uma “reunião” de boas melodias ainda inéditas. Apenas três, das doze musicas que compõe o Cd são regravações. Que fazem por merecer assim serem.
E a canção que é uma resposta para a já consagrada Proposta
De Roberto Carlos, que não vou fazer referência como rei. Não acredito que ele seja. É uma parceria de Simone e Hermínio Bello de Carvalho, que emocionou o simpático gordinho das madrugadas.
Para os que gostam de ouvir, sentir, imaginar e desfrutar de boas canções no campo da MPB fica a dica.
Confira a relação completa de faixas de Na veia, álbum produzido por Rodolfo Stroeter e Simone:
Love (Paulo Padilha)
Certas noites (Dé Palmeira e Adriana Calcanhoto)
Migalhas (Erasmo Carlos)
Na minha veia (Zé Catimba e Martinho da Vila)
Bem pra você (Marina Lima e Dé Palmeira)
Geraldinos e Arquibaldos (Gonzaga Jr)
Hóstia (Marcos Valle e Erasmo Carlos)
Pagando pra ver (Nonato Luis e Abel Silva)
Vale a pena tentar (Simone e Hermínio Bello de Carvalho)
Ame (Paulinho Da Viola e Elton Medeiros)
Definição da moça (Adriana Calcanhoto e Ferreira Gullar)
Deixa eu te amar (Agepê, Ismael Camillo e Mauro Silva)
Vale a pena tentar (Simone e Hermínio Bello de Carvalho)
Talvez eu te proponha a coisa certa
No caso a questão é se tentar
Mas sempre que eu deixei a porta aberta
Você veio correndo pra fechar
E eu fico sem vergonha me arrastando
E eu fico sem vergonha me arrastando
E sem ter por que
As vezes que te penso não são poucas
E as noites que não durmo são bastantes
As vezes que recordo são constantes
E as vezes que não volto sofro mais
Você me amedronta e me apavora
Você me amedronta e me apavora
Não sei por que
Me deixa ocupar a tua insônia
Me deixa devastar teus pensamentos
Me deixa percorrer teus sentimentos
Até me exaustar
Talvez eu te proponha a coisa incerta
Talvez eu te proponha a coisa incerta
Mas sempre vale a pena se tentar
quarta-feira, setembro 30, 2009

Timidez
Basta-me um pequeno gesto,feito de longe e de leve,para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.
Uma palavra caídadas montanhas dos instantes desmancha todos os mare se une as terras mais distantes...
- palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,entre os ventos taciturnos,apago meus pensamentos,ponho vestidos noturnos,- que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,os mundos vão navegando nos ares certos do tempo,até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.
Cecília Meireles
terça-feira, setembro 29, 2009
Os nossos olhos vidrados de mistério....

Amando Sobre os Jornais
Chico Buarque
Amando noites afora
Fazendo a cama sobre os jornais
Um pouco jogados fora
Um pouco sábios demais
Esparramados no mundo
Molhamos o mundo com delícias
As nossas peles retintas
De notícias
Amando noites a fio
Tramando coisas sobre os jornais
Fazendo entornar um rio
E arder os canaviais
Das páginas flageladas
Sorrimos, mãos dadas e, inocentes
Lavamos os nossos sexos
Nas enchentes
Amando noites a fundo
Tendo jornais como cobertor
Podendo abalar o mundo
No embalo do nosso amor
No ardor de tantos abraços
Caíram palácios
Ruiu um império
Os nossos olhos vidrados
De mistério
segunda-feira, setembro 28, 2009

Todo amor que houver nessa vida
(Cazuza)
(Cazuza)
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Que ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondidaT
e alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio pra dar alegria
sábado, setembro 26, 2009
Sei Lá... A Vida Tem Sempre Razão

Tem dias que eu fico
Pensando na vida
E sinceramente
Não vejo saída Como é, por exemplo
Que dá pra entender
A gente mal nasce
Começa a morrer
Depois da chegada
Vem sempre a partida
Porque não há nada
Sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, sei lá
Só sei que ela está com a razão
Ninguém nunca sabe
Que males se apronta
Fazendo de conta
Fingindo esquecer
Que nada renasce
Antes que se acabe
E o sol que desponta
Tem que anoitecer
De nada adianta
Ficar-se de fora
A hora do sim
É um descuido do não
Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão
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